
Tese
O Governo Lula está mudando o Brasil e
Minas
- Após quase sete anos de nossa grande vitória em 2002, podemos
afirmar claramente que o governo lula orientou o projeto de
desenvolvimento do país na direção oposta dos governos neoliberais.
Fortaleceu o Estado, no que se refere tanto ao planejamento quanto
à indução do processo de desenvolvimento. Valorizou o trabalho e os
trabalhadores, promovendo distribuição de renda, ampliando direitos
sociais, dialogando com suas entidades representativas e criando
espaços institucionais nos quais sua participação foi valorizada e
respeitada.
- Nosso Planeta enfrenta atualmente a mais grave crise econômica
desde da década de 20 do século passado. Ela teve início no
“coração” financeiro do Sistema Capitalista e atingiu seus
principais expoentes, EUA, Europa e Japão, para, em seguida, se
propagar por todo o Mundo. Embora os seus efeitos não sejam
sentidos da mesma forma em todo o planeta, estamos diante de uma
crise do Sistema Capitalista em sua totalidade, na forma neoliberal
que assumiu nos últimos trinta anos.
- A Economia Neoliberal se caracterizou pelo enfraquecimento das
funções do Estado, pela privatização de setores estratégicos de
nossa Economia, ampla desregulamentação do sistema financeiro e por
uma forte concentração de renda nas camadas mais ricas.
- O Brasil enfrenta com firmeza os impactos dessa crise, através
da ampliação dos investimentos públicos, do fortalecimento do
mercado interno, da ampliação das políticas sociais, dando destaque
para as políticas de transferência de renda, da redução da
vulnerabilidade externa de nossa economia, da estabilidade
macroeconômica e de uma arrojada visão anticíclica: amortecer os
impactos dessa crise e criar as condições para a retomada do
crescimento econômico em outro patamar.
- Compreendemos que o enfrentamento ao Neoliberalismo e seus
defensores passa pela superação dessa crise e do aprofundamento das
mudanças em curso no Brasil. O ano de 2010 será crucial para a
continuidade de nosso Projeto, pois vivenciaremos a disputa entre
dois modelos distintos de Nação: de um lado, o Projeto
Democrático-Popular, liderados pelas forças progressistas e de
Esquerda comprometidas com o aprofundamento das conquistas desses
últimos anos, como a redução das desigualdades sociais,
fortalecimento do mercado interno, consolidação das políticas
sociais e de transferência de renda, geração de mais empregos e
oportunidades educacionais; do outro lado as forças neoliberais,
conservadoras e de direitas que comandaram as privatizações de
setores estratégicos de nossa Economia, desempregaram e
marginalizaram o povo brasileiro.
- Essa crise representa uma oportunidade histórica para fazermos
o enfrentamento desse modelo, de seus defensores e propagandistas,
a fim de realizarmos a transição para um outro modelo
econômico-social. A consolidação do Projeto Democrático-Popular
depende da unidade estratégica dos Partidos de Esquerda, forças
progressistas e movimentos sociais em torno dos avanços do Governo
Lula.
- Em Minas, a gestão neoliberal do PSDB tem caminhado na
contramão dos avanços promovidos nos últimos 7 anos pelo Governo
Federal. Enquanto o Governo Lula implementa políticas públicas
estruturantes em todas as áreas, Bolsa Família, PAC, Territórios de
Cidadania, Pro Jovem, Luz para Todos, REUNI, PROUNI dentre outros;
o Governo Aécio prioriza a gestão e gerenciamento da máquina
pública e parceria com o mercado. Investe mais em marketing para
propagandear uma “boa” imagem do que na área social, o que faz
persistir grandes desigualdades regionais e mantendo um perfil
econômico semelhante ao Brasil Colônia, vinculado a exportação de
produtos primários, comodities, agrícolas e minerais (Minério de
ferro, café, etc..), sem agregação de valor ou desenvolvimento
tecnológico. O resultado disso ficou claro nesta crise econômica,
enquanto o governo federal superava a crise a economia de Minas
despencava a olhos vistos. Além de ser a maior carga tributária do
país na educação, o Governo tucano investe pouco na melhoria da
infra-estrutura do Ensino Básico, e as escolas estão em situação de
precariedade e abandono. O ensino superior está sucateado, a
exemplo da UEMG (Universidade Estadual de Minas Gerais). Como se
não bastasse, esse governo se posiciona contra o pagamento do piso
nacional para os profissionais da educação de R$950,00.
- Precisamos avançar na construção de um projeto progressista e
de esquerda, capaz de articular as forças democráticas e populares,
e de contribuir para a superação da hegemonia neoliberal em nosso
estado. Experiências bem sucedidas de transformação social, como a
que vem sendo desenvolvida no governo Lula através do Ministério de
Desenvolvimento Social e Combate a Fome, coordenado pelo mineiro
Patrus Ananias, delimitam bem o que desejamos para Minas. Outro
aspecto a ser destacado é participação popular e a valorização dos
movimentos sociais tão bem exemplificados na organização das
inúmeras Conferências Nacionais Setoriais coordenadas pela
Secretária Geral da República, conduzida pelo nosso companheiro,
Ministro Luiz Dulci. Inaugurando assim uma nova fase onde nos
pautamos por uma sociedade onde todos tenham condições de exercer
com dignidade a sua cidadania.
- A força e a amplitude das transformações promovidas pelo
governo federal desde janeiro de 2003 não seriam as mesmas sem o
PT. O Partido dos Trabalhadores, desde sua fundação, luta pela
superação das desigualdades, pela ampliação da democracia, pela
construção de uma sociedade mais justa e soberana. O PT não
sucumbiu ao canto daqueles que pregaram o fim da história e o fim
da política e que, sem nenhum pudor, admitiram que milhões de
brasileiros estariam irremediavelmente apartados do crescimento
econômico e de uma vida digna. O PT em seus 30 anos de
existência foi fundamental para denunciar as desigualdades e a
exclusão, o autoritarismo, os ataques aos direitos humanos e
sociais. O PT nesses anos formulou um programa para o país tendo um
ponto de partida o socialismo democrático. Constituiu-se, por seus
compromissos com a justiça, a liberdade e a autodeterminação dos
povos, em referencia para a esquerda mundial, particularmente na
América Latina, onde tem empenhado o melhor de seus esforços
visando à integração regional.
- Chegou a hora de Minas! O PT /MG cresceu e avançou. Nas
eleições 2008 chegamos a 110 prefeitos, 73 vice-prefeitos e 659
vereadores. Recuperamos cidades-pólo importantes, como Valadares,
Betim, Ipatinga, e ampliamos a nossa presença em todas as regiões
do estado. Na contra-mão dessa ascensão partidária no estado
vivemos umas das mais sérias crises na capital. A aliança com o
PSDB, entregou uma das principais prefeituras dirigida pelo PT no
país há 16 anos. Essa aliança provocou uma cisão no Partido em
Minas que certamente terá reflexo no processo eleitoral de 2010.
Demarcando dois campos distintos. De um lado, um projeto marcado
pelo personalismo e pragmatismo aliados com nosssos principais
adiversarios no plano nacional. Do outro lado, um projeto pautado
pelo fortalecimento e unidade partidária e a retomada do PT como
instrumento de transformação social.
- Queremos debater os rumos do partido e construir um plano
de ação dentro de um ambiente democrático e de unidade partidária.
Não nos interessa a divisão do PT! A fragilidade e fragmentação
observada hoje na atuação partidária em nosso Estado não nos
permite uma disputa entre vaidades. O projeto petista encontra-se
em risco em Minas Gerais! Precisamos de medidas práticas e
objetivas contra o atual desanimo e imobilismo partidário. Do
contrario presenciaremos o PT/MG se tornar uma partido eleitoreiro
de baixo apelo social.
- A atual direção partidária foi marcada por uma
inoperância política. Onde predominou uma clara desvalorização dos
setoriais partidários um total descaso com a juventude, e um nítido
afastamento dos movimentos sócias. A política de regionalização
prometida como prioridade não saiu do papel. Foi realizada uma
reestruturação geográfica, mas sem a devida valorização política e
estrutural o que inviabilizou na prática o funcionamento das
regionais. Temos que romper o vício e a acomodação que faz do
partido hoje uma federação de mandatos parlamentares não
valorizando a ação coletiva e o fortalecimento das instancias
partidárias como instrumento de elaboração política e de construção
democrática.
- Propostas
Desafios de 2010: fortalecimento do PT e
vitória eleitoral
- O desafio agora é chegarmos ao Governo Estadual, e já estamos
preparados. Minas precisa de um governo democrático e participativo
que realize as transformações econômicas e sociais como as
efetivadas pelo Governo Lula. Temos que garantir a autonomia dos
trabalhadores e a prioridade com os mais pobres. Para isso se
concretizar temos que unificar o Partido dos Trabalhadores.
- A luta pela construção de hegemonia política para sustentação
de nosso projeto é um dos desafios históricos do PT como partido
que tem como horizonte o socialismo democrático.
- Precisamos fortalecer o PT de Minas Gerais. Retomar o
dialogo com os movimentos sociais que
formam a nossa base de sustentação. Devemos lançar um nome forte e
agregador ao Governo de Minas. Um nome que realmente demonstre que
a nossa forma de governar é bem diferente do atual governo.
Entendemos que esse nome é o do Ministro Patrus Ananias que
realmente fará um governo democrático popular em Minas Gerais,
fortalecendo, assim, candidatura da Ministra Dilma a presidência da
república.
- A vitoria em Minas nas eleições 2010 está vinculada à nossa
capacidade de liderar um bloco progressista de esquerda, amparado
nos movimentos sociais, intelectuais e todos os setores
comprometidos com o projeto de desenvolvimento. Dependerá também da
capacidade de agregar forças de políticas de centro, principalmente
o PMDB.
- A disputa eleitoral 2010 será um marco para o país e para o
nosso estado. Uma das mais radicais e intensas que o país já viveu
desde a sua redemocratização. O que estará em jogo são dois
projetos distintos e opostos para o Brasil e para Minas. De um
lado, os neoliberais representados pela aliança PSDB/DEM, já
derrotados nacionalmente, com discursos sobre “choques de gestão”,
“enxugamento da maquina” etc. De outro o nosso projeto, voltado a
distribuição de renda, maior crescimento, maior e melhor capacidade
do Estado no planejamento do desenvolvimento em bases sustentáveis,
programas sociais que assegurem direitos e produção de ciência e
conhecimento, políticas antidiscriminação, ação soberana e ativa
voltada à integração da America do Sul e a transformação das
relações políticas em nível mundial.
- Para podermos manter o nosso projeto nacional e implantá-lo em
Minas, temos de montar uma estratégia política capaz de promover
forte unidade interna e mobilização associada à formação e a
sensibilização de nossa militância para debater nosso projeto nas
ruas e superar os padrões de despolitização que os tucanos tentarão
imprimir à sociedade. Para o PT avançar, precisamos rearticular as
direções regionais e municipais , passando pelo fortalecimento dos
setoriais. Os setoriais são fundamentais na vida partidária, pois
são eles que acumulam no debate dos diversos eixos sociais, além de
acrescentar vigor a dinâmica partidária e contribuir
significativamente na elaboração de um programa de governo que seja
capaz de superar os anos de atraso impostos por governos
conservadores em nosso estado.
- É preciso adotar uma linha de ação política arrojada no PT. A
desarticulação da base petista deve ser superada através de um
rearranjo na partilha das informações e reorganização de ações
importantes e que foram deixadas de lado. A informação hoje é
importante instrumento para capacitar os militantes na sua
intervenção cotidiana, em sua cidade e regional. Os filiados
petistas devem ter vários canais disponíveis para se manterem a par
das discussões políticas nacionais e estaduais. Para isso propomos
cinco eixos prioritários de ação, são eles:
1 - Comunicação
- Elaborar cartilhas capazes de servir de subsídio para formação
e orientação dos militantes;
- Implementar um Blog dinâmico que seja capaz de dialogar com os
principais fatos políticos;
- Revitalizar o site do partido, alimentado-o com mais
agilidade;
- Organizar um boletim com as principais agendas e acontecimentos
que tenham ligação com as ações sociais e partidárias;
- Manter uma comunicação permanente com os diretórios municipais
e as direções regionais para socializar as informações de interesse
partidário;
- Comunicação permanente com vereadores, prefeitos e deputados
como forma de estimular uma ações mais coletiva no estado;
2 - Participação e Regionalização
- Estimular reuniões regulares dos diretórios municipais;
- Fortalecer as coordenações regionais que garantam maior
integração entre os diretórios municipais;
- Garantir a periodicidade dos encontros setoriais;
- Realizar encontros regionais regulares;
3 - Transparência e Democratização
- Estimular as formas coletivas de participação no partido,
através de reuniões regulares das secretarias facilitando o acesso
das informações de cada área para os militantes;
- Divulgar informações sobre agendas-cronograma de
atividades-financeiras, para melhor acompanhamento da ação
partidária;
4 – Filiação e Formação
- Criar em Minas Gerais as condições para o pleno desenvolvimento
da Escola Nacional de Formação do PT;
- Desenvolver seminários formativos voltados para os novos
filiados, com destaque para juventude, também de forma
regionalizada;
- Estimular parcerias com fundações e universidades;
- Garantir publicações setoriais;
- Estimular a filiação de novas lideranças (Juventude);
5 - Apoio a Prefeito e Vereadores
- Organizar um escritório de Assessoria Técnica junto a SAI
(Secretaria de Assuntos Institucionais) que atenda e oriente os
prefeitos bem como os vereadores no desenvolvimento de projetos e
captação de recursos;
- Organizar encontros de intercâmbio e troca de experiências
voltadas a prefeitos e vereadores;